O Texas tem uma personalidade própria e forte. Isto é inegável. Mas a cidade de Austin, encrustada quase no meio do estado é diferente de tudo que se pode encontrar nas terras do sul dos Estados Unidos. É uma cidades aberta a novas experimentações e ávida para discussão de ideias. E talvez isto explique a inclinação do SXSW como o mais importante evento de inovação do mundo. E a inovação começa não só pela discussão  das ideias mas também na forma que são expostas: não espere o novo vindo somente das grandes corporações de tecnologia — na maioria das vezes suas palestras são pouco interessantes — pois a hierarquia financeira não tem influência no evento. O acadêmico, o escritor, o investidor podem ter muito mais a lhe dizer. A democracia dá o tom do lugar.

E para entrar neste clima de diversidades de ideias nada melhor do que colocar a mochila nas costas, alguns dólares no bolso, andar muito e ver palestras de vários temas. Em outras palavras, volte no tempo e reacenda seu espírito de estudante. 
 
Lembre-se das festas baratas e divertidíssimas, a indiferença que o dinheiro tinha no contexto de ser estudante e principalmente se permita às novas experimentações que o evento tem de sobra. Não esqueça também das ótimas bandas de música. 
 
O SXSW não lhe dirá o que fazer para sua carreira ou empresa, não terá um tema central, não lhe mostrará o certo ou o errado. As primeiras de horas em Austin já o faz mudar todas as expectativas do que encontrar aqui e para um marinheiro de primeira viagem como eu, causa uma certa frustração num primeiro momento mas que rapidamente é preenchido pela pessoas que participam. Não existe a distinção de palestrantes e plateia, corpo docente e discente. A mesma pessoa que admirou minutos antes numa plateia de centenas de pessoas pode estar sentado ao seu lado na próxima tão curioso quanto você assistindo um novo tema. Os bons tempos voltaram.