Abrir cenários sobre o ecossistema digital, sem perder de vista as particularidades do mercado de Brasília, é um dos propósitos dos comitês/conversas realizados pelo IAB em Brasília. Obviamente, o foco é promover e disseminar o conhecimento para todo o mercado e seguir sempre em busca de novas soluções de comunicação digital.
Com esse diálogo, ajudamos a certificar o conhecimento existente e ainda auxiliar na busca de alternativas adequadas aos anunciantes da capital federal. Brasília trabalha com um alto nível de argumentação técnica que precisa estar sempre pautada por leis e regras que ditam a compra de publicidade do Governo Federal. Desta forma, todo e qualquer compartilhamento de informação é mais do que bem-vindo. É necessário que os profissionais sejam capazes de construir esse racional, que passa pelo entendimento dessas prerrogativas, pela criatividade publicitária e pela transparência de atuação desse modelo de comunicação. 
Nesse sentido, as conversas geradas nos comitês de Brasília têm se mostrado bastante construtivas. Os temas selecionados nascem das necessidades do próprio mercado, representado por profissionais de anunciantes, agências e veículos. Dessa maneira, o IAB já conseguiu viabilizar dois momentos com os seguintes temas: 
1°) Métricas – Que métricas realmente importam?
2°) Mídia programática – O que é, quais os benefícios e como funciona.
No primeiro encontro, discorremos sobre as métricas do digital com a ajuda de José Calazans, Consultor de Mídia da Nielsen e Presidente do Comitê de Métricas do IAB Brasil. Ele trouxe um novo olhar sobre esse tema retornando às variáveis mães da mídia: alcance e frequência. Com isso, não poderia ficar de fora o cálculo de GRP, só que agora para o digital. É por meio do GRP que conseguimos garantir a comparabilidade dos meios e seus esforços de comunicação versus a rentabilidade da compra de mídia.
Falamos também sobre os 5 princípios que realmente importam na avaliação de uma campanha digital e destacamos:
- Viewability
- GRP: alcance e frequência; 
- Combate à fraude; 
- Engajamento e a nova dinâmica da jornada do consumidor com diferentes momentos de consumo e pontos de interação;
- Efetividade da campanha com a ajuda de pesquisas de Brand Lift.
Finalizando a conversa sobre métricas, e com o intuito de fortalecer e reconhecer os profissionais de Brasília, tivemos a participação de Luciana Furtado, da Agência Heads. Em sua apresentação, Luciana mostrou como trabalha as métricas para seus clientes, mencionou a importância de se definir essas métricas (plano de métricas) já no planejamento da campanha e como o monitoramento perene dessas métricas pode atuar em melhores resultados. Para exemplificar sua fala, alguns cases de Caixa Econômica Federal e Caixa Seguradora foram apresentados.
Já na segunda conversa, tivemos a participação do Vitor Bellote, Programmatic Manager da AOL e professor de mídia programática nos cursos do IAB. Esse comitê era muito esperado, uma vez que existia uma ansiedade dos profissionais do mercado de Brasília em entender todo o processo de mídia programática, com o desafio de encontrar soluções para a compra desse tipo de mídia para o Governo Federal. Ele nos apresentou a tendência de crescimento dessa modalidade, com previsão de investimento para 2020 em torno de 42 bilhões de dólares no mundo. Isso significa que estar preocupado e querer participar do cenário da mídia programática é fundamental diante de um mercado prioritariamente de contas públicas, pois no Brasil isso já movimenta aproximadamente 280 milhões de dólares. 
Nessa apresentação, o paradigma da disponibilidade de compra somente por leilão foi desfeito e ele mostrou várias modalidades de compra que podem ser executadas na mídia programática, como por exemplo: Automated Guaranteed (preço fixo e inventário reservado) e Unreserved Fixed Rate (preço fixo sem inventário reservado).
Além de explicar a sopa de letrinhas dos atores que compõem a mídia programática, passamos pela dinâmica do leilão, benefícios e, por fim, a aplicação da automação para todos os meios de comunicação, com destaque para televisão. Vale lembrar que o Google esse ano anunciou uma nova tentativa de incorporar uma ferramenta de venda de inventário de comerciais de TV por meio de mídia programática. 
Fato é que junto ao IAB, Brasília está atenta às evoluções da comunicação digital. Observamos claramente isso no nível das discussões, nos questionamentos e ideias compartilhadas nesses encontros. E mesmo com suas peculiaridades, como já mencionado no início desse texto, Brasília consegue aprimorar e compartilhar conhecimento por meio de parceiros como o IAB. Estamos atentos às boas práticas, tendências, novos processos e modelos de compra de mídia com foco na assertividade do público, criatividade e economicidade da verba do anunciante.